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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Axé Feminino !

Pela tradição yorubá, toda pessoa é regida por um ou mais Òrìsà's (Orixás). O primeiro 
Orixá revelado pelo jogo de búzios é considerado como o Orixá principal a ser cultuado. 
Haverá uma junção das características do Orixá com a personalidade do Omo Òrìsà (filho do 
Orixá), transformando esta junção em regência. Esta regência irá influenciar este filho no seu 
comportamento diário e ajudá-lo a decidir em questões como: amor, trabalho e saúde. 
Hoje, homenageando as mulheres, destacamos a regência dos Orixás nas personalidades 
femininas e os seus cuidados. 
Ésù: As mulheres regidas por Exu são extrovertidas, alegres e sensuais. Cuidado com o 
nervosismo. 
Ògún: Estas mulheres são atraentes, ativas e aguerridas. Cuidado com a teimosia. 
Òsóòsí: As filhas de Oxossi são joviais amáveis e generosas. Cuidado com a precipitação. 
Lógun Ède: As filhas de Lógun Ède são polivalentes, dóceis e criativas. Cuidado com o 
comodismo. 
Òsányìn: As mulheres de Ossaim são simpáticas, delicadas e sonhadoras. Cuidado com o 
isolamento. 
Òsùmarè: As filhas de Oxumarê são carismáticas, elegantes e charmosas. Cuidado com a 
desconfiança. 
Omolu: As mulheres regidas por Omolu são dedicadas, conservadoras e racionais. Cuidado 
com a irritabilidade. 
Nàná: As mulheres regidas por Nanã são sábias, organizadas e independentes. Cuidado com 
a possessividade. 
Yemojá: As filhas de Yemanjá são amigas, compreensivas e zelosas. Controle sua 
imprevisibilidade. 
Òsun: As mulheres de Oxum são charmosas, graciosas e delicadas. Cuidado com o ciúme. 
Yánsàn: Estas mulheres são audaciosas, provocantes e enérgicas. Cuidado com a 
impetuosidade. 
Sàngó: As filhas de Xangô são justas, sinceras e benevolentes. Cuidado com o orgulho. 
Iyewa: As mulheres filhas de Ewá são metódicas, perseverantes e trabalhadoras. Cuidado 
com intrigas. 
Obà: Estas mulheres são guerreiras, responsáveis e honestas. Cuidado com a depressão. 
Òsàlá: As filhas de "Papai" são íntegras, confiáveis e apaziguadoras. Cuidado com a 
impertinência. 
Ibéji: As filhas dos gêmeos são agradáveis, irreverentes e festeiras. Cuidado com a 
inconsequência. 
Para atrair felicidade: 
Macere três rosas sendo: uma vermelha, uma amarela e outra branca em meio balde com água 
contendo uma colher de café de açúcar cristal e três gotas do seu perfume preferido. Tome seu  banho de asseio normal e jogue este banho do pescoço para baixo.

Para vocês, mulheres, nossas sinceras homenagens! Salve o Axé feminino!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Okê Oxóssi !


Divino Pai das Matas, 
Onde a Vida se renova sem sangrar.. 
Quero beber da seiva pura das tuas matas, 
Para me curar e renascer. 
E nos segredos encantados onde habitas, 
Peço licença para entrar e aprender. 
Busco a cura da alma e do corpo 
E sei que no teu reino vou encontrar. 
Vou me cobrir de folhas e me banhar dos seus segredos.. 
Limpando a mente das ilusões e medos; 
Mirar o alto da tua sagrada flecha, 
Que às luzes do criador vai me guiar. 
Quero abraçar os animais e as plantas 
A quem dedicas tanto amor.. 
Assim nos ensinando que toda vida é santa, 
Embora feita de elos desiguais, 
Mas que se juntam sob o teu comando para varrer do mundo a 
ignorância e a dor. 
Divino Pai, que nos ensinas a todo o instante e a vida inteira, 
Tu és o nosso Educador e Mestre, 
A nos mostrar o valor de cada espécie.. 
Do fabuloso mundo em que caminhas, 
Extraindo sucos e remédios, 
Domando feras e elevando os homens.. 
Para honra de OLORUM, a nos mostrar que diante DELE e NELE,  nós somos um !. 

Okê, Oxóssi!


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salve a Malandragem !


"Os Malandros vêm nos ensinar a flexibilidade, a capacidade de adaptação diante dos obstáculos, o “jogo de cintura” e o bom humor, que se obtêm através do sentimento de Fé na Vida e em si mesmo e do equilíbrio das emoções, dos pensamentos e dos sentimentos. De alguma forma, em algum momento das suas existências, eles vivenciaram tudo isso e podem nos auxiliar. 
 Devemos entender que a vida é feita de experiências e toda experiência visa a nos ensinar algo de positivo;  
Que não há obstáculos insuperáveis, pois isso nos condenaria à destruição, o que é inconcebível porque não há “morte” em nenhum ponto do Universo e sim, transformações que promovem renovação e evolução constantes e que é preciso confiar nas Leis da Vida e manter a alegria e o bom humor, para estar em sintonia com faixas vibratórias positivas e atrair a cura espiritual, emocional, mental e física, pois todo filho de Deus é um co-criador. 
 O seu “gingado”, a sua musicalidade, a sua dança e a sua “malandragem” não são simples repetição das características “dos malandros do mundo”, vamos dizer assim. Esses Espíritos não estão entre nós para fazer apologia do que foram, possivelmente, em alguma encarnação, mas para nos ensinar o que é possível extrair das lições da vida.   
A grande “malandragem” que eles nos ensinam é como sermos flexíveis, nos desapegando e abrindo mão de idéias antigas, para nos renovarmos a cada dia; encarar a vida com leveza, sem guardar rancores e levar tudo para o campo pessoal; não perder o humor e estragar um dia por causa de um obstáculo, por maior que pareça; aprender com os próprios erros, para não repeti-los, pois quem anda atento na vida não vive caindo em buraco..."


 "De terno branco, seu punhal de aço puro.. 
Seu ponto é seguro quando vem pra trabalhar,  
Segura o nego, que esse nego é Zé Pilintra.. 
Na descida do morro ele vem trabalhar. "



" Meu Pai Ogum, Senhor das estradas.. Fazei de mim seu humilde servidor para que eu seja sempre um fiel seguidor do teu invencível exército, que nas minhas batalhas só hajam vitórias e mesmo quando aparentemente derrotado eu seja um vitorioso, pois nós os Vossos filhos não conhecemos derrotas, pois sendo o Senhor o Deus da Guerra nós os Vossos filhos conhecemos a luta como esta que trave neste momento, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu Orixá, minha vitória é certa.” Ogunhê !

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Festa para o Orixá XANGÔ!!! KAO KABECILE XANGÔ!!!

29 de Junho - Grande festa para o nosso Pai XANGÔ



Convidamos todos para a festa de Nosso Pai XANGÔ, sábado, dia 29/06/13 às 15 horas em nosso Templo Ilê Axé Orun Pai Joaquim e Caboclo 7 Estrelas.


Neste dia, a Justiça irá bradar... e juntos, os mais belos cantos vamos ecoar...
Pai Xangô, venha em nosso terreito, pois a ti meu pai, queremos reverenciar!!!


Que todos venham para a festa deste grandioso Orixá, receber todo seu axé e tudo o que este ORIXÁ pode nos proporcionar...

Após a sua presença, a gira correrá com o axé das entidades de LUZ que recebem a força de NOSSO PAI XANGÔ.



Atribuições

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.
 
 
As Características Dos Filhos De Xangô

Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos.
Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que se pode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem-desenvolvida e firme como uma rocha.
Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura.
A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de pedra.
Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.
São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo.
Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião.
Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a seu comportamento mais usual.
Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades.
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.


Lendas de Xangô

A Justiça de Xangô

Certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô. -Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar! E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos. 

A Lenda da Riqueza de Obará

Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta, com sua vida humilde e simples.
Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? .
A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará pediu a esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las.
Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Festa para o Orixá EXU!!! LAROIÊ EXU!!!


15 de Junho - Vamos festejar junto a nosso Pai EXU



Convidamos todos para a festa de Nosso Guardião!!! Sábado, dia 15/06/13 às 15 horas em nosso Templo Ilê Axé Orun Pai Joaquim e Caboclo 7 Estrelas.

Que todos venham para a festa deste grandioso Orixá, receber todo seu axé, proteção e tudo o que o poder Legbara pode nos proporcionar...

Após a sua presença, nossos guardiões se farão presentes e a gira correrá com o axé destas entidades de LUZ.




13 de Junho
SALVE NOSSO PAI EXU!
LAROIÊ EXU!!!



Dia 13 de junho, comemora-se no calendário católico o DIA DE SANTO ANTÔNIO, é o sincretismo do nosso maravilhoso ORIXÁ EXU.

DIA DA SEMANA
Segunda-feira.
CORES
Preto e vermelho.
SÍMBOLOS
Tridente e/ou bastão (opa ogó).
ELEMENTO
Fogo.
PLANTAS
Pimenta, capim tiririca, urtiga. Arruda, salsa, hortelã.
ANIMAIS
Bode e galinha
METAL
Bronze, ferro (minério bruto).
COMIDAS
Farofa de dendê, bife acebolado, picadinho de miúdos.
BEBIDAS
Cachaça.
SINCRETISMO
Santo Antônio (13/06).
FUMO
Charutos.
DOMÍNIOS (variados)
Passagens, encruzilhadas, caminhos, portas, entrada das casas.
O QUE FAZ
Vigia as passagens, abre e fecha os caminhos. Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar caminhos para progredir. Além disso, protege contra perigos e inimigos.
QUEM É
Elo de ligação entre os homens e os Orixás; senhor da vitalidade; do sexo; da alegria, da vida, das sensações.
CARACTERÍSTICAS
Apaixonado, esperto, criativo, persistente, impulsivo, brincalhão, amigo.


 



sexta-feira, 7 de junho de 2013




Todo Umbandista já deve ter ouvido a frase “Umbanda é pé no chão”. Mas será que todos sabem o porque de ficarmos descalços em nossos terreiros? São três motivos principais. O primeiro é que o s olo representa a morada dos nossos antepassados e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos entrando em contato com estes ancestrais e, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda. O segundo motivo pelo qual tiramos os calçados é o respeito ao solo sagrado do terreiro. Imagine que vir da rua com os sapatos sujos e entrar com eles onde nossos trabalhos espirituais são realizados seria como alguém entrar em nossa casa carregando uma montanha de lixo que vai caindo e se espalhando por todos os cantos. Diante desta situação você diria o quê? No mínimo que essa tal pessoa não tem respeito por você ou pela sua casa. O terceiro motivo é o fato de que naturalmente nós atuamos como “para-raios” e ao recebermos qualquer energia mais forte, se estivermos descalços sem nenhum material isolante entre nosso corpo e o chão, ela automaticamente se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule ou leve determinadas energias consigo. Além de tudo isso podemos dizer também que realizar nossos trabalhos espirituais descalços é uma forma de representar a humildade e a simplicidade do Rito Umbandista.

Vale lembrar que no início este costume, nos cultos de origem africana, tinha outro significado. Os pés descalços eram um símbolo da condição de escravo, de coisa,uma vez que o escravo não era considerado um cidadão e estava, por exemplo, na mesma categoria do gado bovino das fazendas. Quando liberto a primeira coisa que o negro procurava fazer era comprar sapatos que eram o símbolo de sua liberdade e, de certa forma, faziam com que ele fosse incluso na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que muitas vezes eles eram colocados em lugar de destaque na casa para que todos os vissem. No entanto, ao chegar ao terreiro, espaço que havia sido transformado magisticamente em solo africano, os sapatos tornavam-se novamente apenas um símbolo de valores da sociedade branca e eram deixados do lado de fora. Ali os negros sentiam-se de novo na África e podiam retornar à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.