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quinta-feira, 7 de junho de 2012

LAROIÊ SR. EXU DA MEIA NOITE


Exu Meia Noite (Hael) - especialista nas forças ocultas, decifrador de quaisquer idiomas ou letras, apresenta-se de capa preta e seus inconfundíveis olhos de fogo e pés de cabra. Seu horário é a meia-noite daí seu nome, neste momento, não se encerram as seções nos terreiros, pois Hael está de ronda. Dizem que São Cipriano aprendeu de Hael tudo que sabia em relação à Alta Magia, (Livro da Capa Preta). Lidera também sete Exus: Mirim, Pimenta, Malé, Sete Montanhas, Ganga, Kaminaloá e Quirombô. Comanda ainda o Exú Curadô (Meramael).


UM RICO BARÃO QUE SE ENVOLVE COM UMA JOVEM VIRGEM, LEVANDO-A AO CASAMENTO E NA NOITE DE NÚPCIAS NÃO PERCEBE SANGUE NO DEFLORAMENTO DA ESPOSA, CONCLUINDO ERRONEAMENTE, QUE ESTA NÃO ERA MAIS VIRGEM.
SENTE-SE TRAIDO E ARQUITETA UM PLANO DIABÓLICO COM UM JOVEM ESCRAVO, DE MODO QUE SUA MULHER SEJA SURPREENDIDA EM SEU QUARTO COM O NEGRO E PERANTE AMIGOS REUNIDOS NA CASA, MATA O ESCRAVO EXPULSANDO A ESPOSA INOCENTE, SOMENTE COM A ROUPA DO CORPO.
O BARÃO MORRE, MAS CONTINUA SENTINDO TODAS AS SENSAÇÕES DA MATÉRIA, VICIOS, USOS E COSTUMES, IMPRESSIONADO PELA ALTO CULPA E LEVANDO IMPREGNADO NA MENTE, TODOS OS DELITOS PRATICADOS EM VIDA.
INCLUSIVE, DENTRO DO CAIXÃO, PELO APEGO AOS RUDIMENTOS MATERIAIS E IGNORÂNCIA DA VIDA ESPIRITUAL, PERCEBE OS VERMES E OS RATOS CORROEREM SUAS ENTRANHAS SEM PODER SE LIVRAR DA SITUAÇÃO.
O DESESPERO CONSTANTE JUNTO AS FIGURAS HORROROSAS, ATRAÍDAS PELA FAIXA VIBRATÓRIA DECADENTE O APAVORA CADA VEZ MAIS, ATÉ QUE UM SER ESQUELÉTICO NUMA CAPA PRETA VEM LHE FAZER UMA PROPOSTA.
SEM SAÍDA, ACEITA QUALQUER ACORDO, DESDE QUE SAIA DAQUELE LUGAR E INICIA UMA NOVA ETAPA DE ESCRAVO DAS FORÇAS DO MAL, TENDO QUE CUMPRIR AS ORDENS ABSURDAS DAQUELES QUE DORAVANTE SERIAM DONOS DO SEU DESTINO.

A história completa, foi traduzida para o Livro " O Guardião da Meia Noite", fascinante e agrega um grande aprendizado.Deste poderoso Exu.


Laroiê Sr, Meia Noite !!!!!!!!!!!

terça-feira, 5 de junho de 2012

LAROIÊ SR MARABÔ !!!!



Exu Marabô - (Put Satanakia ) –. É determinado a esse Exú, a fiscalização do plano físico, distribuindo ordens aos seus comandados. Apresenta-se como um autêntico cavalheiro, dominando o francês, apreciando bebidas finas e os melhores charutos. Educado e calmo aconselha e determina as tarefas das  falanges das matas a atuarem em formações de atendimento imediato.



Exu Marabô está em terra. Os poucos filhos que acompanham aquele terreiro vibram com sua presença. Na assistência algumas pessoas ansiosas aguardam para serem atendidas. O Exú ri, dança, bebe desenfreadamente.
Atende uma filha da casa recém-casada. Fala para a filha tomar cuidado com o marido, pois ele vai traí-la em breve. A moça desespera-se. Ele então passa uma longa lista para realizar o trabalho salvador. Sabe que já plantou a semente irreversível da desconfiança no jovem casal. Na assistência um pequeno empresário aguarda atendimento. O Exú diz que a firma não falirá, para isso precisa de vultuosa quantia em dinheiro para trabalho urgente. Chega a vez de uma médium, filha de outro terreiro, que visita pela primeira vez a casa. Mais uma vez o compadre não se faz de rogado. Diz para a pequena sair do terreiro que freqüenta, pois segundo ele a mãe de santo não entende nada sobre Umbanda. E assim ele vai plantando a discórdia, a desunião, a dor.
Sempre que pode humilha publicamente os filhos da casa.
Os dias passam sem novidades.
O que ninguém ali imagina é que por trás daquela entidade que se diz chamar Marabô, está escondido um enorme quiúmba. Aproveitando-se do fato do tal pai de santo ser pessoa leiga, gananciosa e totalmente despreparado, ele domina o mental do incauto médium. Diverte-se com a angústia dos outros. Sempre que pode põe o pai de santo em enrascadas (cheques sem fundos, golpes que são descobertos constantemente, brigas e desunião em família). E o pai de santo não tem escrúpulos algum em usar o nome de um grande e respeitado Exú de Lei. Ao contrário, fica feliz em saber que aos poucos vai minando a credibilidade do verdadeiro Marabô. O Exú raciocina que o dia em que as trapalhadas colocarão tudo a perder e ele simplesmente abandonará o falso pai de santo à própria sorte. Não será o primeiro nem o último que ele abandonará. Afinal pensa o quiúmba, não fora ele que médium ainda novo, desenvolvendo, resolveu mistificar para dar uma abreviada no processo mediúnico de desenvolvimento? Não fora também por conta própria que o médium abandonara o terreiro de sua mãe de santo, sem ter preparo algum? Sem falar que enquanto esteve lá, desrespeitava os ensinamentos da casa, zombava dos irmãos de santo, dava golpes em tantos médiuns que muitos pediram até sua expulsão da casa? Pois então fora ele mesmo que atraiu o quiúmba e sendo assim essa sociedade duraria até quando fosse possível.
O ser do umbral ganhando energia negativa, achincalhando Marabô, e o falso pai de santo ganhando dinheiro. O quiúmba também aproveitava para trazer em terra seus falangeiros, que se aproveitam dos médiuns titubeantes da casa.
Hoje é dia de gira, no atabaque o atabaqueiro já está devidamente bêbado e sob influência dos asseclas do quiúmba. As filhas e filhos da casa cegos em sua fé e sob forte energia maléfica, são capazes de aceitar qualquer loucura ali realizadas. O falso Marabô está feliz, já olhou a assistência antes de incorporar.
Notou algumas pessoas que não lhe despertaram interesse.
Algumas mulheres velhas e sem dinheiro, um homem que também não traz dinheiro algum. Vai se divertir com eles. Pronto já está em terra!
Atende a assistência como de costume, diverte-se com as angústias, os medos, as dores daquelas pobres almas.
Chega a vez do homem que estava na assistência, ele adentra de maneira lenta. O quiúmba não lhe dá a mínima atenção.
Um erro fatal.
Pois assim que o homem fica frente a frente com o ser do umbral algo inusitado acontece: o homem incorpora, solta uma gargalhada jovial e desafiadora. Alguns médiuns do terreiro que mistificavam ou recebiam alguns asseclas do quiúmba “desincorporam” convenientemente.
O atabaqueiro de tão bêbado, acaba por cair ao lado do tambor.
A assistência não entende o que se passa.
O quiúmba entende, mas para ele é tarde demais.
Por estar incorporado ele não tem tanta desenvoltura como gostaria nesse momento crucial. Está só, já que os covardes que o seguiam fugiram dali.
Um verdadeiro Marabô está ali diante dele e avança em sua direção.
No congá as velas começam a queimar a cortina que protege o altar.
Na cafua a pinga aquecida pelas velas também se incendeia.
A assistência percebe que algo muito errado está acontecendo e fogem todos.
Antes o verdadeiro Marabô se vira para eles e mostra o quanto foram tolos em se deixar enganar. Fala que devem procurar ajuda, mas em terreiros sérios aonde se pratica a caridade, o amor e a união. Mostra o quanto foram usados.
O quiúmba protesta, mas é inútil, a máscara já caiu.
Marabô não está só, sua falange e muitos Exús de Lei estão adentrando no falso terreiro.
O quiúmba é capturado e levado para o Reino de Exú, onde pagará caro pela insolência.
O falso pai de santo está entregue a própria sorte.
As chamas consomem o terreiro velozmente.
Ao chegar as primeiras viaturas do Corpo de Bombeiro o oficial de plantão presencia uma cena que jamais esquecerá: no meio das chamas o pai de santo é tragado pelo fogo e desencarna diante dos olhos do atônito bombeiro.
Uma risada se faz ouvir. Marabô gargalha satisfeito do outro lado. Apesar das chamas o bombeiro sente um frio que lhe percorre a espinha. O terreiro e o "pai de santo" viram cinzas.
Justiça foi feita.


Laroiê Sr. Tatá Caveira



Exu Tatá Caveira (Próculo) - é um dos Maiorais da Linha de Cemitério. Apresenta-se astralmente sob a forma de uma caveira, tal como o seu chefe direto. Veste uma capa preta que o reveste quase integralmente, ficando apenas os pés, mãos e cabeça descoberta.Trabalha para Omulu e cuida dos domínios da terra da calunga pequena.É o responsável pela magia dentro do cemitério.


Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós. Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio".

Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.

Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro.

Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.

O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave. Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.

Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado.



A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.

Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas.

Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados.

Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.

Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram.
Entre os exus da linha de Caveira, existem: Tatá Caveira, João Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros. Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Tatá enquanto vivo.





Como entidade, o Chefe-de-falange Tatá Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos. São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange.

Tatá é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco.

No entanto, Tatá Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento. Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Tatá não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira. Considera a pior das traições a traição de um amigo.

Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Tatá Chefe-de-falange. O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.

No entanto, uma vez amigo de Tatá Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e em outras evoluções.

LAROIÊ EXU DOS RIOS



Exú dos Rios - (Nesbiros) - companheiro de Veludo, domina as margens dos rios e é confundido com um Caboclo de Penas, porém, usa vestimentas de penas negras e apresentando também, chifre. Comanda a Linha Mixta da Quimbanda .
Viveu em Uganda.
Filho de um explorador com uma nativa, cresceu e viveu junto com a tribo.Aprendendo toda cultura, ritos e crendices.Grande pescador, trabalhador braçal e guerreiro foi capturado e vendido para mercadores que o transportavam em navios negreiros para todo o mundo.Em um país tropical de densa floresta, foi trabalhador em grandes fazendas, mineiro e no garimpo trabalhou pela ultima vez.
Nunca teve envolvimento algum com pessoas, por vezes era doado a outros senhores, por dizerem que era mudo.Envolveu-se em um agrave acidente que o deixou moco e assim foi dispensado das suas atividades de trabalho,moradia e a floresta foi sua morada, tendo como companhia, a mesma solidão.
Vagando em busca de um bom lugar para ali ser sua morada, estabeleceu-se em um vale, onde os campos eram mais abertos, margeados por um largo rio. Vida natural abundante, vivia do plantio, caça e pesca.Na margem do rio, foi atacado por uma serpente, que dias mais tarde, vitimou seu braço esquerdo, invalidando completamente aquele membro. Debilitado, passou a acostumar-se com mais esta dificuldade e assim corria a vida.Numa noite de lua grande e clara, foi arrancado de seu sono, aos sons de tambores que furiosamente rasgavam o silêncio. A espreita pode observar um ritual que acontecia, quando de repente,foi agarrado e arrastado por dois homens que o levaram até o local.Posto ao centro da roda, um grande homem, transvestido com  capa, chapéu, um grande cocar de penas pretas e verdes, postou-se a sua frente gargalhando e cuspindo em seu rosto.Envolto pelo som, cheiro e palmas, sentia a cabeça pesar, mas percebeu o momento que a lâmina de uma faca rasgou sua garganta.A profunda dor, o fez aos poucos ir perdendo os sentidos, mas podia sentir pessoas,coisas e seres, sugando seu sangue, desfaleceu.
Tontura, um ardume nas pernas, e um cheiro horrível o fez despertar, aos pouco recobrando seus sentidos, percebeu a margem daquele seu grande rio, estava com as pernas e braços amarrados em um tronco, em meio suas pernas, grandes recipientes com comidas, bebidas,fumo e uma porção de animais mortos, decapitados, desfigurados.Sentado em um grande pano vermelho, estava com um grande corte no pescoço.Tinha pregos fincados pelo corpo e um buraco aberto no alto de sua cabeça.Sem forças, sem nada.Aos poucos, animais se aproximavam, aves de rapina pousavam de hora em hora, alimentava-se dos animais a sua volta e partiam.Sua hora chegou e no leito do rio, foi aos poucos sendo devorado.Sentiu perder os olhos, dedos,lábios até que sem resistir mais morreu.
Recobrando sua consciência momentos mais tarde, percebeu, embora que confuso, seus restos mortais, amarrado em uma árvore com velas e oferendas a sua volta, ainda presenciou alguns outros animais, abocanharem seus membros e adentrarem a floresta.Sem precisar tempo, horas, dias, semanas, ali ficou, sem ação, sem nada.
Percebia sua situação embora não entendesse, até que em mais uma noite de grande lua, familiarizou-se com os tambores novamente postos a romper o silêncio.Observou talvez, centenas de pessoas que um compasso ritmado, palmavam e celebravam algo.Reconheceu dois dos capangas que o arrastaram.Ali aguardava e curiosamente acompanhava tudo que se passava. Quando novamente uma pessoa que aos gritos de horror, ao centro da roda era posta a frente com aquele assombroso e assustador homem.Observara a dança, as palmas e bebericações, quando sentiu que alguém se aproximara, o ódio tomou o seu peito e partiu em direção aquela celebração desconhecida. Ao chegar, percebeu que não era visto e assim entre as pessoas, assistia  espantado tudo que acontecia . Tomado de raiva, invade o centro da roda, sua aparência e cheiro, pôde ser “notada” por algumas pessoas que horrorizadas, gritavam e  se afastavam da roda, o pânico começou a tomar conta de todos, ao avistar um dos capangas, pulou em seu pescoço, segurando-o com força, a intenção era arrancar-lhe a cabeça, mas percebera que o homem entrara em transe e tudo o que pensava e ou fazia, sua nova ferramenta o mesmo imitava.Pronto, entendeu o que acontecia e tomado de fúria, vingou-se do primeiro.Correu em direção ao segundo capanga... pessoas que invidentemente nada sabiam ou percebiam, com desespero observavam aquele trabalhador que horas antes estava entre eles, agora estava possuído... com a mesma faca que lhe cortaram a garganta, manipulou o capanga a pegá-la e mecanicamente afundava a lâmina até o cabo...Os “convidados” correram...poucos permaneceram, tentando acudir o ferido e outros parar o indivíduo.Frente a frente com o responsável por tudo aquilo, que, também mostrava-se assustado, sem pensar, aplicou um golpe em seu peito...ajoelhou com a faca enterrada no peito e assim ficou...e morreu.
Observando o desencarne, notou que na mesma proporção que aquele espírito se despregava da carne, algo diferente se formava atrás do corpo ajoelhado e em gigantescas proporções, uma criatura estava ali.De aparência dantesca, potencializava tudo que fosse pavoroso.Grandes garras, rabo, asas e grandes músculos...olhos vermelhos, pés de animal, gargalhou pesadamente...nesta hora um grande trovão rompeu o céu...um vendaval, varria tudo que ali estava e as poucas pessoas que ainda sobrara, corriam desesperadamente dali...o  homem, perplexo, solta a garganta daquele súdito que cai morto ao chão, frente a frente com aquele ser gigante, percebe que centenas e talvez milhares de outros seres dele se aproximava.Alguns como ele, em estado lastimável, outros, com formas diferentes, pôde observar que a aparência de alguns, assemelhava-se hora com esqueletos, ora com animais...Cercado, podia sentir o ódio generalizado e sentia todas as vibrações.Sim, estava prestes a sofrer mais uma vez, um ataque e provável morte, só que desta vez no plano espiritual, pensou ele.
Rouca, grossa, uma voz sai do ser que está a sua frente:

- Como  ousa, destruir o meu melhor manipule? Como ousa acabar com a minha gira? Como ousa afastar meus súditos encarnados e por em xeque o meu comando? Pagará caro...sofrerá eternamente...Com um grande cajado levantou o braço, convidando todos os seus empregados a emanarem em direção ao homem, forças das trevas...A dor, entrou em sua alma...ouvia gritos, sentia novamente cada acontecimento de dor que passou em vida... via uma mulher ser tomada as forças por um homem de outras terras, via a mulher perambular sozinha com uma imensa barriga, via seu abandono, crescendo entre animais e a tribo...revivera tudo e assim ia definhando...sentia-se encolher... caiu de joelhos e levando suas mãos ao chão, pediu ajuda...pediu que, se existisse alguma força tão grande como aquela, que era capaz de acabar com tudo, deveria existir alguma contrária...
Envolto em luz negra, quase aos pés da criatura, sentiu amenizar aquela força que parecia o esmagar...diminuindo até sumir...Todos se entreolharam... algo aconteceu...a criatura com os olhos arregalados deixou escapar um desapontado “não pode ser”...neste momento, uma gargalhada ecoou  na noite e um novo ser apareceu ao centro, ao lado do pobre homem..Era imensamente grande, com grandes músculos e capa.Portava uma grande espada embaiada e braceletes com lâminas nas pontas.Aparência de um homem com grande cicatriz  que atravessava  em um dos olhos até o meio da face.Fraco, apenas pôde apoiar-se sobre os joelhos e inclinar-se ao guerreiro...Este em pé, frente com a criatura, disse:


- O que está acontecendo?
- Vou acabar com este maltrapilho que destruiu tudo que conquistei – esbravejou a criatura..


- E tu? Não fizeras nada com ele?Ora desertor, renegou o reino do bem para viver de oferendas e perturbações a  encarnados e seres perdidos? E levantando as mãos num movimento circular com os braços, fez todo aquele exército se esfarelar como pó.Voltando a criatura, empunhou sua espada que brilhava como a lua e golpeou, fazendo uma fenda em seu corpo, onde por ali, vazava todo o mal e essência trevosa que habitava aquele ser.Assim foi minguando, até cair como um saco murcho ao chão.
Voltou-se ao homem, que ao chão acompanhava todo o acontecimento e disse:

- Vim buscá-lo! Vim convidá-lo...se quiseres, pode me acompanhar, será um soldado meu e caminharemos na linha do bem.Livraremos as pessoas das trevas e vingaremos sempre, a controversa força que o mal fez a ti.


 - Aceito...só quero parar de sofrer...só quero voltar a ser trabalhador...seja qual for.Sinto-me bem com sua presença e sei que estás longe de ser igual aquela criatura.Quem é vc, qual o seu nome?


 - Me chame de Exu Veludo.
E apanhando o homem no colo, sumiu para iniciar os tratamentos necessários.


Foi dado ao homem, o domínio dos rios, das matas e hoje trabalha nos caminhos e trilhas onde as forças trevosas possam penetrar. Membro da falange de Sagathana, o evocam como Exu dos Rios (Nesbiro) e sua magia e força, pode vir e ser do animal, vegetal, mineral, que quiser utilizar.



Laroiê Exu dos Rios !!!

domingo, 3 de junho de 2012

Gira para Orixá Exu



Saravá a todos!!!
Sábado, 09 de junho de 2012 às 9h - Santuário Nacional da Umbanda (São bernardo do Campo), tenda nº39.

Convidamos todos para a festa deste grandioso Orixá, receber todo seu axé, proteção e todo o que o poder Legbara pode nos proporcionar.

Após a sua presença, nossos guardiões se farão presentes e a gira correrá com o axé destas entidades de LUZ
Dia 13 de junho, comemora-se no calendário católico o dia de Santo Antônio. Este, é o sincretismo do nosso maravilhoso orixá  EXU.

O Orixá
Exu é um orixá africano, também conhecido como: Exu, Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Ijèlú. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ketu, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, o mundo material e o mundo espiritual, seja plenamente realizada.Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo na construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins como fazem as religiões cristãs. Estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso; pelo contrário, na mitologia yoruba, bem como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades àquelas pessoas que estão em falta com ele.
No entanto, como tudo no universo possui de um modo geral dois lados, positivo e negativo, Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.
A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: “Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame”.E assim é Exu, o orixá que faz o erro virar acerto e o acerto virar erro.
Exu o terceiro orixá criado por Olorun da junção terra/água/hálito, ele possui a função de executor, observador,
mensageiro, líder.


NÃO SOU PRETO, BRANCO OU VERMELHO
TENHO AS CORES E FORMAS QUE QUISER
NÃO SOU DIABO NEM SANTO, SOU EXU!
MANDO E DESMANDO,
TRAÇO E RISCO
FAÇO E DESFAÇO.
ESTOU E NÃO VOU
TIRO E NÃO DOU.
SOU EXU.
PASSO E CRUZO
TRAÇO, MISTURO E ARRASTO O PÉ
SOU REBOLIÇO E ALEGRIA
RODO, TIRO E BOTO,
JOGO E FAÇO FÉ.
SOU NUVEM, VENTO E POEIRA
QUANDO QUERO, HOMEM E MULHER
SOU DAS PRAIAS, E DA MARÉ.
OCUPO TODOS OS CANTOS.
SOU MENINO, AVÔ, MALUCO ATÉ
POSSO SER JOÃO, MARIA OU JOSÉ
SOU O PONTO DO CRUZAMENTO.
DURMO ACORDADO E RONCO FALANDO
CORRO, GRITO E PULO
FAÇO FILHO ASSOBIANDO
SOU ARGAMASSA
DE SONHO CARNE E AREIA.
SOU A GENTE SEM BANDEIRA,
O ESPETO, MEU BASTÃO.
O ASSENTO? O VENTO!..
SOU DO MUNDO,NEM DO CAMPO
NEM DA CIDADE,
NÃO TENHO IDADE.
RECEBO E RESPONDO PELAS PONTAS,
PELOS CHIFRES DA NAÇÃO
SOU EXU.
SOU AGITO, VIDA, AÇÃO
SOU OS CORNOS DA LUA NOVA
A BARRIGA DA RUA CHEIA!...
QUER MAIS? NÃO DOU,
NÃO TOU MAIS AQUI





sexta-feira, 1 de junho de 2012

LAROIÊ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Para pensar


Deus cuida de ti como um Pai cuida de um filho, com um amor único Ele te ama e quer o melhor para você.
É difícil entender que as vezes o melhor para nós não é o que queremos, é difícil entender que as vezes a dor irá cooperar para o nosso bem, que o medo nos fará ter mais cuidado, que as pedras no caminho nos farão andar com mais cautela.
Deus coloca situações em nossas vidas que nos farão crescer, e crescer dói.
Mas Ele é o nosso Pai, um Pai amoroso que sabe oque está fazendo, Ele está no controle, confie nEle, entregue tudo nas mãos dEle e creia.
Deus tem o melhor para você!
Que hoje você possa compreender que as lutas não vem para te fazer sofrer, mas para te fazer cresce